LUIZ ALBERTO MACHADO

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sexta-feira, novembro 30, 2007

TATARITARITATÁ: AS PREVISÕES DO DORO PARA 2008



Gentamiga dos festejos natalinos e do ano novo!
O intrépido e apaideguado Doro inventou de fazer as previsões para 2008 de todos os signos. Trago aqui, em primeira mão, as previsões para você. Confira e divirta-se.

PEIXES
AQUÁRIO
CAPRICORNIO
SAGITÁRIO
ESCORPIÃO
LIBRA
VIRGEM
LEÃO
CÂNCER
GÊMEOS
TOURO
ÁRIES

Veja mais no Tataritaritatá!

quarta-feira, novembro 28, 2007

NEILA TAVARES



A atriz, escritora, jornalista e apresentadora de televisão, Neila Tavares concedeu um entrevista exclusivíssima pra gente. Ela que atuou no teatro, cinema e televisão, também já colaborou com a Folha de São Paulo e escreveu para revistas como Pais & Filhos, Mulher de Hoje e EleEla. Na tv ela apresentou programas de entrevistas na extinta Rede Manchete e na TVE Brasil.

Veja a entrevista de Neila Tavares.

terça-feira, novembro 27, 2007

CLAUDIA TELLES



Gentamiga,
A CLAUDIA TELLES é uma estrela lindíssima, daquelas que brilham para satisfação do nosso coração. Além disso, é uma excelente intérprete. E, também, compositora. Uma artista admirável, não bastando ser quem é: filha do violonista Candinho e da cantora Sylvinha Telles. Ela concedeu uma entrevista exclusiva pra gente. Confira.

Veja a entrevista de Claudia Telles e o seu site. Veja mais Música.

segunda-feira, novembro 26, 2007

KATIA SAULES



Gentamiga,
a atriz Kátia Saules está de site novo com muitas novidades em vídeo, fotos, teatro, tv e notícias. Ela concedeu uma entrevista exclusiva pra gente falando de sua carreira e suas perspectivas.

Veja o site e a entrevista dela. E mais Tataritaritatá!

quinta-feira, novembro 22, 2007

TCHELLO D´BARROS



Tchello d´Barros é poeta, escritor, artista plástico e ator catarinense, que começou a vida sendo premiado com desenhos, até realizar exposições no Brasil e no exterior, participa de antologias poéticas, publica livros, atua no teatro e milita nos mais diversos eventos culturais e artísticos, a exemplo de chegar a presidir a Sociedade Escritores de Blumenau. Mesmo com a sua vida intensa de trabalho e realizações, visitando Maceió, eis que nos encontramos numa tarde de fevereiro e conversamos despojadamente sobre seu trabalho, arte e vida.

Veja a entrevista no Guia de Poesia. E vem aí o REVEILLON TATARITARITATÁ!!!

quarta-feira, novembro 21, 2007

ROGEL SAMUEL



Desenho de Roberto Magalhães

Rogel Samuel é poeta e escritor amazonense. Quer dizer, poeta, romancista, cronista, webjornalista e colunista do Blocos On Line. Também é professor aposentado adjunto doutor do Departamento de Ciência da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Dentre as suas obras, já publicou: Crítica da Escrita, em 1979; Manual de Teoria Literária, já com 14 edições; Literatura Básica, em 3 volumes, em 1985; O que é Teolit?, em 1986; 120 Poemas, em 1991; Novo manual de teoria literária, 3ª. Edição, em 2005 e o romance “O amante das amazonas”, 2005.
Ele concedeu uma entrevista exclusiva para o Guia de Poesia. Veja a entrevista no Guia de Poesia. E vem aí o Reveillon Tataritaritatá!!!

terça-feira, novembro 20, 2007



Gentamiga,
No Orkut existem duas comunidades que a Mirita Nandi, a Ana Bia Luz e a Derinha Rocha fizeram pra mim.
Quero aqui, portanto, agradecer a elas e a todas as pessoas que participam: MUITO OBRIGADO.
Beijabrações
Luiz Alberto Machado

Veja as Comunidades LAM1 e LAM2. E vem aí o Reveillon Tataritaritatá!!!

segunda-feira, novembro 19, 2007

PALMARES



PALMARES

Luiz Alberto Machado

Uma cidade esta
A morada abissal nos quilombos da noite Zumbi
Ou uivo de coruja de todos os presságios
Alalaôs de todas as festas
Orações de todos os templos
Correio de todas as notícias
Arena de todas as lutas vencidas, perdidas, mal-choradas,
Terreno surpreso de todas ignóbeis sentenças de vida
Que se descoram e se colorem a cada anátema dos deuses
Eu guardo em meu cofre
Todos os teus impérios de fome e luxúria
Tua desprezível ingratidão
Contemplada nos tapetes de pelúcia que te completam
E te arruínam rodeada de penúria
Festejando andores que fabricam as incontestáveis beatitudes
Aureoladas nas noites insones
Que te deixam morrer e ressurge em cada copo mal-tomado
Como sudário de tua manifestação
Uma cidade esta
Dos deuses do barro suspensos nos tronos inflamáveis
De lazarentos apodrecidos nos porões de tua riqueza roubada
Que cantam cantigas do tempo do ronca sob um sol escasso e
débil
Dos arcabuzes, mosquetões e pistolas ressoando seus estrépitos como saudando a vida disfarçada, o plantão do inverno nos ventres tristalegres e boquifamintos que inventariam teu espolio do mais completo bestiário canhestra de todas as vidas
O teu gen ressecou antes mesmo de caminhar pelas orlas estelares em formas do teu organismo carcomido e prostituído das seqüelas da vida que não mais retalham teus dramas porque são doces quimeras impetradas ao sigilo do teu crepúsculo
Porque são tirânicas as ousadias engastadas ao sibilo de tuas chuvas desmoronando sangue – a comiseração por todas bestificadas ruindades indiferentes que te redundam na mais completa insolência de justiça.
Uma cidade esta
Teus porões jamais revolvidos teriam muito mais que sujar toda tua cara e apodrecer-te nas mais inexoráveis das balanças, mas mesmo assim te guardo em meu seio como quem guarda a amante após a chuva dos desejos e te desejo como quem vai dormir ao relento dos cobertores e te venero como a um súdito esconjurado, pois não te jogaria uma pedra porque não as tenho no coração. Mas te daria meu aconchego porá poder sonhares teus erros e remediá-los com as meizinhas e ungüentos que guardo ao bolso e te sentiria, não como um carrasco, mas como um filho sem seio na anciã de amamentar.
Sou todos os teus brejos e imundícies
Sou eu que sofro com a tua agonia sabendo que ela não é minha, mas a te me dou e guardo em meus cofres o teu segredo.
Guardo tuas praças, ruas, becos e memórias.
Guardo santificadamente todos os teus desvarios e todas as tuas relíquias de bondade. E com amor todas as noites deito-me em teu corpo e ouço a voz de tua indignidade me falar sob as olheiras, o bafo da cachaça, o fumo, a tua ressaca, o teu pouco sol, a tua grande noite.
Eu tenho o teu desespero na carne e o teu desassossego no sono que me foge noite a noite na tua madrugada insidiosa, no teu crepúsculo suicida.
Eu tenho em mim todos os teus dotes, inventario teu espolio como um deserdado, mas sempre guardando a tua marca em meu peito e te tenho e sou pouco.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Canção de Terra. Recife: Bagaço, 1986.

Veja mais Palmares.

sexta-feira, novembro 16, 2007

MÚSICA, TEATRO & CIA



Gentamiga,
No meu blog Música, Teatro & Cia você fica por dentro de shows, espetáculos, exibição cinematográfica, debates, oficinas, cursos, lançamentos, dentre outros eventos do universo musical, teatral e afins.

Confira as dicas do Música Teatro & Cia.

quinta-feira, novembro 15, 2007

SONIA MELLO



Gentamiga,
SONIA MELLO é uma maravilhosa cantora que surgiu alguns anos atrás, quando gravou 4 lps cantando músicas de Roberto & Erasmo Carlos, sendo, por isso, considerada a melhor intérprete da dupla. Ela agora está de volta e se preparando para lançar seu cd, "DESTINO" que conta com uma música inédita de Roberto Carlos, Cena Muda, feita especialmente para ela. Além disso, o cd promete novidades, aguarde. Dentre elas, uma das minhas canções AURORA com sua voz irretocável, arranjo de Guga Mendonça e um clipe com arte da Derinha Rocha. Também um outro clipe de AURORA. Por enquanto, para ter uma idéia do talento e voz desta excelente cantora, acesse: www.myspace.com/soniamello e lá você vai ter o prazer de conhecer parte do seu trabalho. Da minha parte, eu digo: além de ser uma extraordinária pessoa que mora no meu coração, esta geminiana que também é pernambucana como eu, é uma cantora magnífica e dona de uma voz privilegiada que merece destaque na música brasileira. Confira: www.myspace.com/soniamello. E veja + Música.

Beijabrações
Luiz Alberto Machado

quarta-feira, novembro 14, 2007

terça-feira, novembro 13, 2007

ROGÉRIO MANJATE



Dormi ontem meu corpo de sal vida de eco que o vento recusa entrevistas. No avesso da noite os xikwembus dançam a festa do fogo até envelhecer-se o chão e os olhos moem a fome que resta na chuva. Nos caminhos do longe que construi na palma da minha mão não cabe o carinho de arame do mufana que me levava ao exilio. Adensa-se a ferrugem na minha vontade de pássaro suspende-se o meio-dia na sombra do girassol falta virgindade no silêncio a noite foi à luz amanhã a cárie ataca o sol e o que era sonho vira mentira. Acordei os poetas! E as aves, Maria, cheias de graça espreguiçam-se no céu” (Rogerio Manjate, Eu mentira? –In: Colectânea breve de literatura moçambicana. Porto: Identidades/Universidade do Porto/Gesto, 2000).

Gentamiga,
O escritor, poeta e ator moçambicano Rogério Manjate, num encontro realizado em Maceió, concedeu entrevista exclusiva num bate-papo na orla de Ponta Verde, falando de Moçambique, poesia, cultura, arte e Brasil.
Veja a entrevista de Rogério Manjate. E mais no Guia de Poesia.

segunda-feira, novembro 12, 2007

FÓRUM DO GUIA DE POESIA



O Fórum do Guia de Poesia é um espaço destinado para o debate, publicação de textos, registros e informações acerca do universo poético e da Literatura. Por isso, o espaço dispõe de seção para Debates, onde os membros trazem questionamentos acerca de assuntos poéticos, literários e de interesse público. Na seção Poema dos Membros estão as postagens dos trabalhos dos membros e convidados. Na seção Eventos estão as dicas de seminários, congressos, encontros, oficinas, cursos e concursos, dentre outros acontecimentos. Na seção Lançamentos estão as dicas de lançamentos poéticos, literários, artísticos e de veículos literários. Por fim, a seção Informações Gerais é destinada a registrar, informar, noticiar e veicular ocorrências poéticas, literárias e artísticas. Confira.

Veja tudo isso no Fórum do Guia de Poesia.

sexta-feira, novembro 09, 2007

TATARITARITATÁ



Gentamiga,
Já está circulando o nº 1 do zine impresso Tataritaritatá com meio mundo de novidades. Se você estar interessada em receber gratuitamente o zine em sua casa, é só mandar um mail para lualma@terra.com.br

Veja mais Tataritaritatá.

Beijabrações
Luiz Alberto Machado

quinta-feira, novembro 08, 2007

MARIA ESTHER MACIEL



Gentamiga,
A poeta, ensaísta e professora de Literatura da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Maria Esther Maciel, é mestre em Literatura e doutora em Literatura Comparada pela UFMG, com pós-doutorado em Literatura Comparada pela University of London. Ela publicou os livros Dos haveres do corpo (poesia), As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (estudo crítico), Triz (poesia), Vôo Transverso: poesia, modernidade e fim do século XX (ensaios), A memória das coisas – ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (ensaios) e O livro de Zenóbia (ficção), dentre outros. Tem vários artigos, poemas e contos publicados em revistas nacionais e estrangeiras. É pesquisadora do CNPq e desenvolve, atualmente, o projeto de pesquisa “Bestiários Contemporâneos – animais na literatura”. Integra também o projeto internacional "Problematizing Global Knowledge - The New Encyclopaedia Project", do Theory, Culture & Society Centre, da Nottingham Trent University (Inglaterra). Ela também concedeu uma entrevista exclusiva para o Guia de Poesia.

Confira a Entrevista.

terça-feira, novembro 06, 2007

GERALDO CARNEIRO



Gentamiga,
GERALDO CARNEIRO é poeta, escritor, letrista e roteirista mineiro radicado no Rio de Janeiro, autor de várias peças teatrais próprias e em parceria com Millôr Fernandes, Bráulio Pedroso, dentre outros; de músicas em parceria com Egberto Gismonti, Francis Hime, Wagner Tiso, de Astor Piazzolla, dentre outros; de roteiros para cinema e televisão, minisséries, dentre elas “O sorriso do lagarto” e “JK”, e de uma poesia que é aplaudida e elogiada pela crítica especializada e público cativo que acompanha sua obra.

Veja o site de Geraldo Carneiro, a entrevista que ele concedeu exclusivamente para o Guia de Poesia e alguns escritos dele no Fórum do Guia de Poesia.

segunda-feira, novembro 05, 2007

NANÁ VASCONCELOS



NANÁ

Música & letra de Luiz Alberto Machado

Ê Naná, ê Naná, ê Naná!

Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !

Ê Naná, ê Naná, ê Naná!

Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!

Vento chama vento, tempo passa e o passo é tempo, manda aqui, manda acolá. E o que é que há na volta da calmaria cada noite em cada dia, tataritaritatá. E venha cá, manda ver lá no terreiro, só na luz do candeeiro o som do côco que é lunar. E manda já longe lá na freguesia um repente de alegria para a festa animar.
Isso vai dar, isso vai dar o que falar. Isso vai é se danar na maior repercussão. Preste atenção, não diga nada não, vai dar loa de chegada, uma a mais na embolada no meio da reinação.

Isso vai pras beiradas do Recife, coisa que nem sei se disse, ou esqueci pelo chão. Isso vai dar revolução, saga de nego santo, sapecada em cada canto descendo do ribeirão.

Isso vai dar num fandango mais que jazz, um mais nove só não faz, não erre na adição. Isso vai dar muita festa lá no céu, rala bucho o tiruléo, bate coxa no baião.

Isso vai dar xote bom no berimbau, troça solta e o escambau, tudo contaminação. Não faz mal não, isso é tudo carnaval, rola do canavial pronde der a ferveção.

Isso vai dar de chegar só na canela, de esborrar pela janela feito fez o Gonzagão. Não vai ter não quem saia ileso dela, batucada descabela do litoral ao sertão.

Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!

Bate bombo e saculeja, vale tudo o bê-a-bá !

Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!

Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!

O mundo é verde no sertão das memórias, quase choro de emoção com as estórias, quando bate uma saudade. Isso é verdade, coisas do cego Aderaldo, verso dum poema alado num mote vivo a glosar. Nem espiar um caboclo só de lança que as estrelas toda alcança quando reina a dançar. Isso vai dar num roliço dum xaxado, num martelo agalopado, até num maracatu. Vai dar nordeste, muito do cabra da peste bom que só mel de uruçu. Vai dar forró, dar baião e dar fogueira. Vai dar bocó na cirandeira na volta mandacaru. Vai dar no que vai ser e viva São João, viva todos nós então, viva a força do martelo, o forró do seu Antero, o vôo do quero-quero, viva Naná Vasconcelos e tudo que vier de bão.

Ê Naná, ê Naná, ê Naná!

Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !

Ê Naná, ê Naná, ê Naná!

Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

Veja mais Música.

sexta-feira, novembro 02, 2007

EXCELENÇA



Imagem: Mestiço, do pintor brasileiro Candido Portinari (1903-1962).

EXCELENÇA

Para José Adelino de Moura, líder negro camponês inconteste, assassinado com 32 tiros de rifles pela repressão de Pernambuco em 1948.

Luiz Alberto Machado

Uma excelença para que tua dor escorra pelo coração das gentes de Apodi, Galo, Bomirar, Flexeiras, Fervedouro, Humaitá, Limão, Tabocas, Divisão...
Duas excelenças para que teu grito adube a resistência
Três excelenças para que não estejamos mortos
Quarto excelenças para que teu gesto venha valer o clamor na justiça
Cinco excelenças para que todos armados de luz toquem o boré da esperança
Seis excelenças para que o céu seja o teu caminho e o teu exílio seja menor que os noventa e três dias na caverna da mata
Sete excelenças para que o caldo da cana tenha o teu suor como um rosário na mão
Oito excelenças para que a dejunta e o mutirão sejam a representatividade da comunhão
Nove excelenças para que teu sangue seja o adubo do teu povo
Dez excelenças para que não exista mais sofrimento entre os teus
Onze excelenças para que o sonho de um mundo justo seja possível
Doze excelenças para não dispersar a esperança de que iremos conquistar um mundo novo.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Canção de Terra. Recife: Bagaço, 1986.

Veja mais acessando:
PRIMEIRA REUNIÃO
A HEDIONDEZ BANAL NOSSA DE CADA DIA
O LAMENTÁVEL EXPEDIENTE DA GUERRA
OS EQUÍVOCOS DOS FILHOS DE CAIM

quinta-feira, novembro 01, 2007

RIO UNA



Imagem: foz do rio Una.

Olá, gentamiga,
Nasci na beira do rio Una, em Palmares – PE. Um rio que nasce em São Bento do Una – PE e desemboca no Atlântico na Várzea do Una.

Veja mais Palmares e Rio Una.

Veja mais Pesquisa & Cia.

Beijabrações,
Luiz Alberto Machado